quinta-feira, 8 de julho de 2010

Porto da Folha, 04/12/2010 – 17h56

Sul: 09º 53' 31” – Oeste: 37º 14' 19” – Altitude: 11 metros

Fiz um reparo na canoa, substituindo os remendos anteriores, e perece que funcionou. Sempre entra água, seja pelo movimento do remo sobre o barco, alternando os braços, seja pelos respingos da “mareta” e das ondas, que agora são freqüentes.

Saí às 06h45 e foi tarde, pois sempre o vento começa a soprar lá pelas 10 horas, senão antes. Hoje não foi diferente e o rendimento acabou sendo péssimo! Parei às 16 horas, cansado, e tendo percorrido apenas 32 km. Tive que acampar em um pasto, perto de Porto da Folha, a 106 km de Piaçabuçu. Se eu seguisse adiante encontraria uma cadeia de montanhas e provavelmente nenhum lugar apropriado para montar a barraca.

Agora o vento é muito forte e tive que calçar as bases da barraca com pedras e com os sacos de bagagem. Não há previsão de chuvas e o céu está limpo, mas daqui para a frente o rio deverá ficar cada vez mais lento devido à pouca declividade e aos efeitos das marés e da invasão do mar.

Não dá para preparar o jantar com esse vendaval... o vento sopra sempre em direção contrária à correnteza, não importa o trecho do rio ou a direção para onde corre! Isso acontece desde a Bahia e gostaria de saber se há uma explicação científica. Mas estou tranqüilo pois, na pior das hipóteses, chegarei à foz dia 8 de dezembro, com uma grande margem de segurança.

Pretendo deixar a canoa em Piaçabuçu. Não quero mais aborrecimentos... só voltar para casa e descansar muito! Depois veremos como resolver o problema do transporte.

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